quinta-feira, 27 de abril de 2017

RESUMO DE BACTÉRIAS

Domínio Bactéria

  • Contém a maior parte dos procariontes conhecidos
  • Grupo diverso; de seres que fazer fotossíntese, como as cianobactérias, até parasitas, como as clamídias
  • Diversos grupos

Estrutura

  • Unicelulares e procariontes (não têm membrana ao redor do material genético)
  • Em média, têm 1 µm (micrômetro) de tamanho; porém, podem se unir e formar filamentos
  • Membrana plasmática sem colesterol
  • Apresenta parede celular rígida, que protege a célula e a impede de se romper perdendo água
  • Muitas têm, ainda, uma cobertura glicídica - a cápsula, que ajuda a aderência aos tecidos específicos do hospedeiro (em bactérias patogênicas, ou seja, que podem causar doenças)
  • A cápsula também protege contra bacteriófagos (ver resumo de vírus), anticorpos e perda de água

Classificação de Gram

  • Podem ser classificadas em Gram-positivas ou Gram-negativas, dependendo da estrutura da parede
  • Gram-positivas: adquirem coloração roxa ao serem expostas ao método; parede composta de uma camada de peptidioglicanos (tipo de polissacarídio) 
  • Gram-negativas: adquirem coloração rosa; também possuem outra camada, com lipídios e proteínas

Flagelos e pili

  • Flagelos: ancorados à membrana ou à parede; longo filamento proteico que gira e ajuda na movimentação 
  • Pili: ocorrem com certa frequência em bactérias patogênicas. Fibras proteicas curtas e finas que podem ajudar na adesão a tecidos (particularmente os hospedeiros)
  • Pili sexuais: presentes em algumas espécies, permitem a troca de plasmídios (ou seja, material genético) durante a conjugação.

Organização do citoplasma

Aparência granular (devido à presença de milhares de ribossomos, menores que os de células eucarióticas)
Grânulos de substância de reserva (por exemplo, amido e lipídios) e outras substâncias dissolvidas
Não tem organelas com membrana
Às vezes, a membrana celular pode se “dobrar” em invaginações - os mesossomos. Entretanto, alguns cientistas defendem que estes possam ser apenas alterações produzidas pela preparação para o microscópio - ou seja, artefatos de técnica. Ainda assim, existem pesquisadores que defendem sua existência, aumentando a superfície da membrana e fazendo com que enzimas se acumulem - além de contribuir com a divisão celular.

Material genético

Um único cromossomo circular, de DNA. Fica localizado com uma região chamada “nucleoide”, e contém as informações necessárias para sintetizar as proteínas bacterianas.
Também podem haver plasmídios - outros fragmentos circulares de moléculas de DNA, que podem trazer vantagens à bactéria; de maneira simplista, podemos vê-los como “apetrechos” que ajudam esta a realizar mais tarefas e de maneira melhor.

Formação de endósporos

Caso a bactéria seja exposta a condições ambientais muito pesadas, ela pode “construir” uma estrutura que chamamos endósporo; ela nada mais é do que uma espécie de “cápsula” com o genoma, protegida por uma grossa parede muito resistente ao calor e à perda de água (entre outras situações adversas).
Após a melhora das condições externas, o endósporo pode se reidratar, romper a parede de proteção e reiniciar seu ciclo vital como bactéria.

Reprodução

Assexuada, por bipartição ou cissiparidade.
Sempre surgem duas novas bactérias geneticamente idênticas (a não ser que haja mutação) por vez.
Costuma levar de uma a três horas, ainda que esse valor possa variar dependendo com o tipo do organismo e as condições externas, favoráveis ou não.
Cocos e bacilos podem permanecer fisicamente próximos após a divisão celular. A esse fenômeno chamamos colônias.
Apesar de a reprodução ser essencialmente assexuada, as bactérias também podem fazer transferência e recombinação de material genético. Isso aumenta seu potencial de variar o genoma (comparativamente baixo no caso da reprodução assexuada), beneficiando sua capacidade de se adaptar ao ambiente e a fatores ambientais. Nas transferências, as bactérias costumam trocar plasmídios (ver parte II) ou fragmentos do genoma principal.

Transferência e recombinação de material genético: tipos

Transformação: bactéria capta fragmentos de DNA “soltos” (geralmente com poucos genes e oriundos de outras bactérias que morreram) do meio. Curiosidade: esse processo costuma ser usado em biotecnologia!
Conjugação: transferência de DNA diretamente entre bactérias com pili sexuais (ver parte I), que se “encostam” e trocam material genético - geralmente o próprio plasmídio (chamado de “F”) que determina o surgimento desses pili, além de (possivelmente) mais tipos de material. Por fim, as bactérias se separam e continuam seu ciclo normalmente, se reproduzindo assexuadamente.
Transdução: genes transmitidos por um bacteriófago, ou seja, por um vírus (rever resumo sobre vírus para mais informações)! Está inserida no ciclo lítico do fago; este último incorpora parte do genoma da bactéria que sofre a lise (rompimento da membrana) e a repassa a outra bactéria mais tarde.

Importância das bactérias

Cumprem várias funções ecológicas, como decomposição, produção de gás oxigênio e de matéria orgânica. De uma maneira ou de outra, praticamente todos os seres vivos dependem do papel ambiental das bactérias para sobreviver.
Podem obter energia por meio da respiração celular (aeróbia ou anaeróbia), da fermentação (anaeróbia), ou ainda de ambas; além disso, podem ser autotróficas, sintetizando sua própria matéria orgânica por meio da inorgânica e da energia presentes no ambiente, ou heterotróficas, retirando a matéria orgânica “pronta” deste.

Bactérias autotróficas

Fotoautotróficas

Sintetizam matéria orgânica por meio da fotossíntese.
Responsáveis por grande parte da matéria orgânica presente nos oceanos; formam a base das cadeias alimentares aquáticas
Cianobactérias - conseguem sobreviver em ambientes inóspitos; teriam sido fundamentais para transformar a atmosfera da Terra primitiva e aumentar a concentração de gás oxigênio no ar. Hoje em dia, sao mais comuns em ambientes de água doce.
Sulfobactérias - alguns dos primeiros organismos a praticar fotossíntese no planeta, contém bacterioclorofila ao invés de clorofila - e utilizam gás sulfídrico (H2S) ao invés de água - daí o nome. Além disso, o produto final é o enxofre (S), ao invés do oxigênio. São anaeróbias obrigatórias - não suportariam viver em ambientes com oxigênio, portanto vivem em locais onde o elemento é escasso (como os fundos lodosos de alguns rios).

Quimioautotróficas

Sintetizam matéria orgânica por meio da quimiossíntese - ou seja, por meio da energia presente em compostos inorgânicos.
Utilizam a energia liberada por reações químicas de oxirredução de compostos inorgânicos para sintetizar moléculas de glicose (C6H12O6).
Podem oxidar vários tipos de compostos, como enxofre, metano ou ferro. Particularmente, as bactérias nitrificantes afetam profundamente a fertilidade do solo, oxidando amônio (NH4+) em nitrito (NO2−) e nitrato (NO3−) - fixando o nitrogênio no solo e permitindo que este seja mais tarde utilizado por plantas e indiretamente por animais que as consomem, incluindo o ser humano.

Bactérias heterotróficas

Constituem a maior parte das bactérias existentes no planeta. Podemos dividi-las em três tipos: saprofágicas, parasitas ou mutualistas.
Saprofágicas
Maior parte das heterotróficas, degradam matéria orgânica morta, como cadáveres ou fezes.
São decompositoras, efetuando a reciclagem de nutrientes - ou seja, produzindo a partir da matérias orgânica e liberando no ambiente substâncias como o gás carbônico e a amônia - que depois podem ser usadas por outros seres.
decomposição pode ser aeróbia ou anaeróbia, dependendo do ambiente e, evidentemente, das bactérias.
Parasitas
Obtém energia de matéria orgânica viva - por exemplo, o corpo de plantas e animais.
Frequentemente sao patogênicas. Um exemplo é a pneumonia, causada (entre outros tipos de agentes) por diferentes espécies de bactérias.
Mutualistas
Nas relações mutualistas, as bactérias estabelecem relações em que ambos se beneficiam com seres vivos.
Um exemplo é a bactéria E. coli, encontrada no intestino grosso e responsável por sintetizar alguns tipos de vitamina; ao mesmo tempo, o intestino dá alimento e provê um ambiente adequado para sua subsistência. Na verdade, a microbiota e a flora bacteriana do intestino como um todo sao exemplos de relações mutualistas.
   

Uso industrial

Lacticínios (coalhadas, iogurtes, queijos…): Lactobacillus sp. e Streptococcus sp.
Vinagre (transformação do álcool do vinho em ácido acético): Acetobacter sp.
Extração do antibiótico neomicina: Streptomyces sp.
Produção de insulina: Escherichia coli (geralmente), com a inserção de parte do DNA humano que produz insulina no da bactéria, fazendo com que esta o produza também.

Doenças

A maior parte das bactérias patogênicas humanas é trasmitida pelo ar ou na água e em alimentos. Assim, muitas infecções podem ser evitadas seguindo-se hábitos básicos de higiene; existem vacinas para várias, e em geral podem ser combatidas com antibióticos.
Tuberculose
Causada pela Mycobacterium tuberculosis (ou bacilo de Koch), é bastante contagiosa em ambientes fechados e mal-ventilados. Pode se instalar em vários órgãos, e o tratamento pode levar de 6 meses a 1 ano. Alguns sintomas são muco e catarro com sangue, febre, sudorese, dor no peito, cansaço e perda de peso. O número de casos no Brasil tem diminuído, mas a doença continua matando muita gente.
Tétano
Causado pelo bacilo Clostridium tetani; os esporos podem estar no solo, mas também em pregos enferrujados e objetos cortantes não esterilizados. Em caso de ferimento com algum desses elementos, é importante lavar com água e sabão o quanto antes, pois a bactéria atinge o SNC (sistema nervoso central) e pode causar rigidez muscular, dificuldade para engolir, convulsões e espasmos, que podem até mesmo levar à morte.
Meningite bacteriana
Infecção bacteriana das meninges, membranas que envolvem o SNC; a forma mais grave é causada por uma bactéria meningococo. Os sintomas aparecem rápido - e o tratamento não pode demorar, já que a doença pode deixar sequelas ou, em conjunto com a ação de outras bactérias, levar à morte em poucas horas. Os sintomas são febre alta, dor de cabeça, vômito, prostração e rigidez da nuca.
Diarreia infecciosa
Muito comum em crianças e frequentemente causada por Salmonella sp. e Shighella sp. O principal sintoma são as fezes soltas e aguadas, além de prostração e perda de apetite; pode ocorrer desidratação, por causa da grande perda de líquidos. O tratamento se baseia na ingestão de soro, no repouso e na alimentação leve e à base de arroz. Bananas, maçãs e torradas também ajudam.                                                    

Resumo Sobre Fungos

Fungos são eucarióticos, podendo ser microscópicos e macroscópicos. Obtêm um reino próprio por apresentarem características peculiares. Podem se desenvolver no solo, na água, nas plantas, em animais e em detritos orgânicos. Fungos são conhecidos como bolores, mofos, orelhas-de-pau e cogumelos, se alimentam de substâncias orgânicas aleatórias de origens variadas de forma que atuam como decompositores, reciclando os constituintes da matéria orgânica compositoras dos seres vivos. Esta decomposição realizada pelos fungos é de extrema importância para o ecossistema. Sabe-se que estão presentes na Terra por pelo menos 600 milhões de anos e provavelmente evoluíram de ancestrais protoctistas aquáticos.
Leveduras (fungos unicelulares) são geralmente maiores que as bactérias. A morfologia e a forma de nutrição são critérios utilizados para diferenciar as espécies de leveduras, mesmo estas não sendo a maioria dos fungos. O corpo de um fungo filamentoso é formado pelo micélio e este é composto por hifas (filamentos em forma de tubo), correspondente a células multinucleadas.
Na fase reprodutiva, o micélio pode se subdividir em duas partes, o micélio vegetativo (assume funções vitais como nutrição e crescimento, retira nutrientes do substrato pelas hifas) e o micélio reprodutivo (formado por hifas especializadas na formação de esporos, células reprodutoras. As hifas geralmente crescem perpendiculares ao substrato, facilitando a dispersão de poros).
Fungos são heterótrofos por absorção, a digestão é extracorpórea. O fungo lança enzimas que degradam as moléculas orgânicas complexas para depois absorver as moléculas mais simples. Os fungos podem ser decompositores, parasitas, mutualísticos ou predadores.
Fungos decompositores - Os fungos saprófagos e as bactérias são os principais decompositores da biosfera. Reciclam a matéria constituinte dos seres vivos. A maioria vive no solo para obter nutrientes de seres mortos. Também são os causadores do apodrecimento de alimentos e alguns bens materiais.
Fungos parasitas - Vivem à custa de outros seres vivos, os prejudicando e podendo leva- los à morte. Várias doenças são causadas por esse tipo de fungo.
Fungos mutualísticos – Estes estabelecem uma relação em que há benefício mútuo entre os indivíduos envolvidos. A maioria vive associada a seres fotossintetizantes, onde há troca de nutrientes.
Fungos predadores – na maioria as hifas secretam substâncias aderentes que aprisionam os organismos que venham tocar o fungo, desta forma entrando no corpo da presa, crescendo e se ramificando, absorvendo seus nutrientes e lhe causando a morte.
Os mecanismos reprodutivos dos fungos, variam de acordo com a fase do ciclo e podem ser assexuadas e sexuadas.
Na reprodução assexuada, a fragmentação é a forma mais simples da reprodução dos fungos filamentosos, quando a ruptura do micélio gera fragmentos que podem originar vários micélios. No caso das leveduras (unicelulares), ocorre a divisão celular. Quando essa divisão origina duas ou mais células-filhas, chamamos de brotamento.
Ainda na reprodução assexuada, é comum a presença de células haploides especializadas, os esporos, formados pelo processo de esporulação. Ao fim do processo de esporulação, a parede do esporângio se rompe e libera esporos, que em condições ambientais adequadas, originam hifas (germinação) e dão continuidade ao ciclo.
Na reprodução sexuada, como na maioria dos seres vivos, ocorre a fusão de núcleos gaméticos haploides, gerando zigotos diploides.
Sob condições ambientais adequadas, a primeira etapa da reprodução entre fungos distintos é a fusão das hifas haploides, que recebe o nome de plasmogamia (fusão dos
citoplasmas), gerando uma estrutura celular composta de dois núcleos haploides (n+n), vindos de hifas pertencentes a micélios distintos. As hifas resultantes desse processo são denominadas dicarióticas (dois núcleos). Os núcleos gaméticos se fundem e originam um zigoto diploides, que entram em processo de divisão meiótica, produzindo células filhas que darão origem a esporos haploides. Este, formado sexualmente germina e seu núcleo haploide sofre divisões mitóticas, originando novas hifas.
Esporos que se formam pelo processo sexuado são denominados esporos sexuais. Em geral, a única fase diploide do ciclo de vida de um fungo é o zigoto, que tem curta duração na maioria dos fungos.
Apesar de ser recente a classificação dos fungos em um reino próprio, ainda se mantem controvérsias quanto sua classificação e organização dos filos que o compõe.
Existem características que na estrutura dos fungos que ocorrem frequentemente em células animais, como a capacidade de armazenar glicogênio, porém muitas variedades de fungos possuem parede celular como as células vegetais, porém esta parede celular é composta de quitina, polissacarídeos encontrado a também no exoesqueleto de artrópodes.
Um dos critérios para se classificar os fungos é a presença ou ausência da estrutura reprodutiva (corpo de frutificação), assim, seguimos a classificação sugerida em quatro filos, sendo sem corpo de frutificação (quitridiomicetos e zigomicetos) e com corpos de frutificação (ascomicetos e basidiomicetos). Em todos os filos, há espécies unicelulares e filamentosas.
Os quitridiomicetos agrupam cerca de 800 espécies de fungos. Vivem principalmente em ambiente com água (doce ou salgada), existem em diversas regiões do planeta (cosmopolitas), podem ser parasitas ou saprófagos. A característica marcante desse grupo é a presença de flagelo em alguma fase da vida, o que auxilia a locomoção no meio aquático. Nos demais filos não há células flageladas.
Os zigomicetos são representados por cerca de mil espécies conhecidas. Em geral são saprófagos e vivem livremente no solo. Alimentando-se de matéria orgânica em decomposição. Responsáveis pelo bolor, cresce em substratos com alto teor de umidade e produtos ricos em açucares. Ainda podem constituir micorrizas, que provem da associação entre os fungos e as raízes de plantas.
Os ascomicetos reúnem cerca de 30 mil espécies. Existem em formas unicelulares (leveduras) e filamentosas (mofos). Tem importante função ecológica auxiliando na decomposição de moléculas orgânicas. O modo de vida pode ser parasitário, além de saprófagos e mutualístico, formando micorrizas.
Os basidiomicetos possuem cerca de 22 mil espécies, incluído os cogumelos e orelha- de-pau. Possuem a estrutura do micélio bem desenvolvida, são cosmopolitas e vivem em ambiente terrestre. A maioria é saprófaga, porém possuem representantes parasitas e mutualísticos.
Ainda existem o conjunto de fungos conidiais, também chamados de deuteromicetos, não constituindo assim um filo propriamente dito. Abrange cerca de 15 mil espécies conhecidas, na maioria saprófaga e parasitas, mas também existem s predadores e mutualísticas. Não apresentam reprodução sexuada e são encontradas em todos os lugares (água, terra, ar, organismo humano…). Alguns são causadores de patologias como a micoses e outras enfermidades, assim como outros são utilizados na indústria farmacêutica, ou na produção de alimentos.
Alguns fungos apresentam como característica, a capacidade de viver mutualisticamente a outros organismos, sendo de grande relevância os liquens e as micorrizas.
Os liquens são associações entre fungos e microrganismos autótrofos fotossintetizantes, em que ambas as espécies obtêm vantagens, principalmente nutricionais. São representantes dos ascomicetos ou dos basidiomicetos. Ao mesmo tempo em que são considerados pioneiros, por serem os primeiros a aparecer em locais com condições ambientais desfavoráveis à vida,
possuem variedades que são extremamente sensíveis às alterações do meio ambiente, sucumbindo principalmente pela presença de poliuição.
As micorrizas são associação entre fungos e raízes de plantas. Esta troca de nutrientes traz benefícios inclusive econômico, quando se reduz a necessidade de uso de fertilizantes, ainda assim aumentado o rendimento agrícola.
Quando se fala em fungos, associa-se na maioria das vezes às patologias causadas em serem humanos, danos às plantas cultivadas ou mofos e bolores. Porém poucas espécies de fungas acarretam danos aos seres humanos.
Os fungos são importantes decompositores de matérias orgânicas, reciclam nutrientes, são utilizados na culinária, muitos estão sendo desenvolvidos na produção de medicamentos como a penicilina, vitaminas, etc. e também estão auxiliando na fabricação de inseticidas e desinfetantes.
Porém alguns fungos são perigosos, podem provocar alucinações e delírios como Amanita muscaria, outros podem aumentar o riso de cirrose e câncer de fígado, como o Aspergillus flavus, e outros produzem substâncias extremamente tóxicas que podem levar à morte.
Agora, alguns exercícios para praticar:

RESPOSTAS

1) Todos os protozoários são organismos unicelulares, possuem núcleo bem definido e várias organelas que possuem funções específicas.

                               


2) Ao contrário das algas, esses organismos não apresentam parede celular rígida ao redor de suas células, mas apenas um revestimento flexível composto de fibras contráteis que permite a deformação delas e facilita a fagocitose. Se a disponibilidade da luz for baixa, são capazes de se alimentar de modo heterotrófico. Entretanto, há espécies sem nenhum cloroplasto, totalmente heterotróficas.

RESPOSTAS:

3) Entre os critérios atualmente utilizados para a classificação das algas, destacam-se os tipos de pigmentos presentes nos cloroplastos e as substâncias de reserva armazenadas no interior das células.

                                                     
4) A estrutura locomotora X é um pseudópode, expansão temporária do citoplasma. A estrutura Y representa flagelos, que são prolongamentos filamentosos e longos que realizam movimentos ondulatórios que permitem o deslocamento da célula. A estrutura Z representa cílios, que apresentam a mesma estrutura dos flagelos, porém são menores e em grande número, revestindo a superfície da célula que os apresentam. As estruturas ovais representam o núcleo de cada célula. O protozoário 3 apresenta dois núcleos porque representa um ciliado, organismo que, em geral, tem um núcleo maior (macronúcleo), responsável pelas funções vegetativas da célula e outro menor (micronúcleo), com função relacionada à reprodução.

                                                      



                                                                        RESPOSTAS:
5) Alguns protozoários parasitas necessitam de dois hospedeiros para completar seu ciclo de vida. Nesse caso, o hospedeiro definitivo é aquele no qual o parasita se reproduz sexuadamente; o intermediário é aquele em que ocorre a reprodução assexuada. O cisto é a forma de resistência ou a forma inativa do protozoário. O trofozoíto é sua forma ativa, na qual esse microrganismo se alimenta e se reproduz.                                                


6) Uma vez introduzidos na circulação sanguínea humana, os parasitas alcançam o fígado e multiplicam-se assexuadamente dentro das células hepáticas. Posteriormente, eles invadem os glóbulos vermelhos do sangue, onde também se reproduzem, provocando seu rompimento. Os ataques febris estão relacionados ao rompimento das hemácias com a liberação de novos indivíduos.


 
7) a) Tanto a amebíase quanto a giardíase podem ser representadas pelo ciclo descrito na figura.
b) Amebíase: o desencistamento ocorre quando os cistos chegam ao intestino grosso. Os sintomas variam desde um leve desconforto abdominal, diarreia ou cólicas intestinais até a ocorrência de diarreia aguda, acompanhada de febre alta e de calafrios. 
Giardíase: o desencistamento também ocorre no intestino. Os sintomas mais comuns são: azia e náusea; cólicas e diarreia aguda persistentes; perda de apetite e irritabilidade.
 c) Muitas doenças estão vinculadas à falta de saneamento básico e interferem na qualidade de vida da população. Algumas são transmitidas por ingestão de água contaminada e contato da pele com lixo ou esgoto contaminados. Além disso, a prevenção custa menos do que o tratamento ou a cura delas. 



                                                                       RESPOSTAS:
8) Esses protozoários têm uma relação de mutualismo dentro do intestino dos cupins. Os protozoários ficam protegidos dentro do corpo desses insetos e digerem a celulose proveniente da madeira, liberando nutrientes que são absorvidos pelos cupins. Os dois organismos não vivem separadamente.

9) a) Amebíase: causada pela Entamoeba histolytica, é transmitida pela ingestão de cistos presentes em alimentos ou água contaminados. Afeta o intestino grosso e outros órgãos, como fígado, rins, pulmões e pele, causando lesões. Pode apresentar uma fase assintomática. Os sintomas variam desde um leve desconforto abdominal, diarreia ou cólicas intestinais até a ocorrência de diarreia aguda, acompanhada de febre alta e de calafrios. Pode haver liberação de sangue com as fezes. 
                                                   Giardíase: causada pela Giardia lamblia e também é transmitida pela ingestão de cistos presentes em alimentos ou água contaminados. Afeta principalmente o estômago e o intestino delgado, provocando azia e náusea; cólicas e diarreia aguda persistentes; perda de apetite e irritabilidade. Pode haver uma fase assintomática.
           b) O papel da comunidade e do governo é promover a conscientização da população, por meio de divulgação ou campanhas, alertando sobre a importância da higiene e do saneamento básico, além de indicar as principais doenças que ocorrem na falta dessas medidas.

 10) As algas multicelulares possuem a estrutura do talo simples e apresentam estruturas celulares que realizam as mesmas funções em algas unicelulares. 

11) As células das clorofíceas apresentam as clorofilas A e B como pigmentos predominantes, reservam amido e são revestidas por parede celulósica. Essas características aproximam as clorofíceas dos vegetais.
 12) Quando um protozoário passa para a sua forma de resistência - o cisto-, o volume celular diminui e ocorre a secreção de uma capa glicídica, proteica ou glicoproteica que o envolve e protege. Quando as condições voltam a ser favoráveis, ocorre o desencistamento e o organismo volta à sua forma ativa. Da mesma forma, algumas espécies de algas são capazes de produzir formas de resistência, os esporos, quando as condições são desfavoráveis. Quando as condições tornam-se novamente adequadas, esses esporos se desenvolvem e originam novos indivíduos.

domingo, 5 de março de 2017

Escritores

Alan-20011-205
Hugo Costa- 67329-205

Atividade Prática de Critérios de Classificação Usando Folhas Pegas na Redenção

folha separada pelos grupos: forma de seta, nervuras com eixo central .

folha separada pelos grupos: multifolhada, nervuras com eixo central, forma de pentágono.

folha separada pelos grupos: forma ovalada, nervura com eixo central, opaca.

folha separada pelos grupos: forma de coração, nervuras com eixo central, presença de pelos.

folha separada pelos grupos: forma alongada, nervuras com eixo central.

CAPíTULO 1

CLASSIFICAÇÃO E SISTEMÁTICA


Classificar é agrupar elementos de acordo com certos critérios, como

semelhanças ou diferenças.

PRIMEIRAS IDEIAS SOBRE CLASSIFICAÇÃO:


Na Antiguidade:

Aristóteles: Estabeleceu o primeiro sistema de classificação com bases sólidas, classificação: os seres vivos eram organizados em ordem decrescente de complexidade (escala natural).

Teofrasto: Aluno de Aristóteles: Realizou um importante trabalho na organização das plantas, que foi

registrado no livro História plantarum, classificação: a planta era organizada de acordo com as formas de reprodução, ambiente onde vivia, métodos de semeadura, aplicação pratica e utilidade como alimento.

Na Idade Média:

Eles Iniciaram a classificar de acordo com sua relação com o ser humano, em úteis

e ou nocivos. O problema desse tipo de classificação: as vezes animais bem diferentes

estavam no mesmo grupo. Com o decorrer do tempo, as classificações passaram a se basear em

descrições cada vez mais detalhadas e cuidadosas, resultantes do estudo da

morfologia. Por causa de diversos descobrimentos de espécies, houve a necessidade de classificá-los, assim surgiu a Taxonomia, ramo da biologia responsável por nomear e classificar os seres vivos em categorias.

PRIMÓRDIOS DA TAXONOMIA


Lineu: A natureza é dividida três reinos: vegetal, animal e mineral. Os reinos são divididos em classes, cada classes dividas em ordens, cada ordem em gêneros e cada gênero em espécies. Reduziu o nome das espécies em duas palavras, mas criou algumas regras para isso:
  • O gênero deve ter sempre a inicial maiúscula.
  • A segunda palavra, que designa a termo especifico, deve ser escrita em letras minúsculas e sempre precedida pelo gênero.
  • Os nomes devem ser escritos em latim.
  • No texto impressos, as duas palavras devem ser destacados pelo uso do itálico.
  • Quando o texto se refere a todo o gênero, o nome de vê ser seguido da abreviação SP.



Categorias atuais da taxonomia:


- Reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie.

Regras de Classificação Taxonomica

Existem 7 tipos de classificação da mais abrangente a mais restrita: Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Gênero, Espécie.

Espécie é o conjunto de organismos semelhantes; Gênero é um conjunto de espécies semelhantes e aparentadas, isto é, que possuem um ancestral comum; Família é um conjunto de gêneros semelhantes; Ordem é o conjunto de famílias semelhantes; Classe é o conjunto de ordens semelhantes; Filo é o conjunto de Classes semelhantes; Reino é o conjunto de Filos semelhantes.